Ainda que conscientes dos graves problemas que apresentam esse tipo de Concursos no Brasil (ver Tese de Eduardo Suzuki/2016 – Marcio Mazza e alter), a importância da execução da Sede do Instituto de Arquitetos do Brasil –IABDF, e do tão desejado, necessário e tardio Conselho de Arquitetura e Urbanismo – CAU, nos mobilizou.
O resultado confirmou a história, que se repete pelo menos desde o concurso para o Pavilhão de Sevilha de 1992.
Nossa proposta:
1º item. Atender com nitidez os 3 espaços funcionais requeridos –Sede do CAUBR + Sede do IABDF + Edifício Corporativo , gerador de renda para manutenção do IABDF.
2º item. Representar o sentido simbólico de uma “casa dos arquitetos”;
3º item. Proporcionar a relação entre os arquitetos e a sociedade.
Em resumo, cada um desses itens foi assim tratado:
1º item. Solução em 2 blocos, com Sede do IABDF em um e Sede do CAUBR + Edifício Corporativo em um mesmo bloco em L, o que facilita a eventual expansão do CAUBR. Agrupamento e continuidade das atividades culturais e sociais das duas instituições, para facilitar sua sinergia.
2º item. Tendo como background o bloco em L, a Sede do IABDF, por sua forma diferenciada, pretende marcar a identidade do conjunto, sem no entanto representar uma monumentalidade que associaria sua imagem a uma elite econômica e/ou burocrática.
3º item. Promoção de um local de encontro dos usuários do conjunto entre si e com a sociedade, pela criação de uma Praça para onde convergem as atividades culturais e sociais e adequada ao nosso clima, com sombras generosas, projetadas pelos prédios e por árvores nativas. Sombra, pois não estamos no hemisfério norte. Tampouco no mesmo clima, nem com a mesma cultura.
Arquitetos: Luiz A. Gaudenzi, André Mota, Mário Esteves e Thiago Lopes
Estrutura: Escritório Técnico Costa Santos
Paisagismo: Beatriz Secco