Foi quando o excessivo número de veículos já ameaçava as estruturas das antigas edificações e provocava engarrafamentos nos 2km2 da parte alta do Centro Histórico, declarado Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO, que a Prefeitura de Olinda nos contratou como Consultor Técnico e Coordenador Geral das Equipes que se envolveriam num Programa a ser elaborado pela Fundação do Centro de Preservação dos Sítios Históricos de Olinda visando a solução desses problemas e o desenvolvimento sustentado do Turismo nessa área tão sensível.
A Estratégia se apoiou no seguinte tripé:
1. Compatibilização da ocupação residencial e comercial originais com o turismo e seus equipamentos;
2. Proteção do Patrimônio Material através de legislação de Uso do Solo;
3. Proteção do Patrimônio Cultural através de apoio aos artesãos e comerciantes locais;
Foi criado na parte baixa, junto à orla, na região do Fortim do Queijo, um TERMINAL TURISTICO de acolhimento e transição para o acesso à Colina Histórica.
O TERMINAL é composto de 3 áreas específicas:
1. Estacionamento arborizado e vigiado para automóveis e ônibus, para visitantes e turistas;
2. Centro de Compras composto de 2 praças, onde se oferecerá produtos não encontráveis na Cidade Alta, além de bares e restaurantes no entorno do Fortim do Queijo;
3. Estação de Transbordo para o micro-ônibus que circulará regularmente pela Cidade Alta transportando tanto visitantes quanto residentes que não disponham de veículo próprio. Aí haverá também um centro de informações para o turista e sanitários.
A arquitetura do TERMINAL TURISTICO busca se integrar de forma a quase não ser notada, através de escala adequada e uso de materiais naturais, inclusive vegetação sobre as cobertas planas e piaçava nos tetos inclinados, que caracterizam uns poucos volumes mais altos.
Alteração da direção do tráfego em várias vias, tanto internas como nas de acesso, para que o trajeto atenda a todos os residentes e aos pontos de maior interesse turístico, até chegar ao Alto da Sé, área com vocação para o comércio turístico leve e contemplativo, onde existem os 3 mirantes, da Sé, da Misericórdia e do Horto del-Rei. É o local de melhores vistas e maior ebulição de Olinda.
Aí, o comércio de produtos típicos como a tapioca, a água de côco, queijinho de coalho frito e o caldo de cana mereceu um remanejamento que ordenou e organizou suas instalações sem lhes retirar a espontaneidade. Também estão previstos um posto de informações turísticas, sanitários e telefone, e um apoio aos comerciantes locais, também com sanitários.
Logrou-se ainda acordo entre os setores público e privado visando parceria financeira nesse Programa e de desenvolvimento ordenado do equipamento turístico na parte baixa e da orla de Olinda.
Pouco foi implementado, pois a morte do então ministro da Reforma Agrária, Marcos Freire, em inexplicada explosão em vôo de seu avião, interrompeu o apoio federal ao projeto, em que havia previsão inclusive de recursos do BIRD (Banco Mundial).
